DTM: Haverá futuro para a categoria?

O DTM parte para sua temporada 2020 mais atrasada que o normal, por causa da pandemia. Mas haverá futuro para o DTM depois da saída da Audi ao final deste ano?

Os custos de desenvolvimento de um carro de muito alto nível (o carro do DTM é quase um carro de F1 numa bolha de carro turismo), aliado à falha de se juntar ao Super GT japonês no modelo Class One – por causa exatamente dos altos custos – causa uma preocupação fundamentada para a continuidade da categoria para 2021.

Agravado pela pandemia, com todos seus enormes prejuízos à categoria, fica-se com apenas três cenários para o futuro:

  1. Achar um cenário que continue sendo diferenciado, exclusivo da categoria, mas com custos mais – muito mais – interessantes, para equipes e fabricantes;
  2. mudar para a categoria de carros GT3, mas que já possui várias categorias similares na Europa – por exemplo a ADAC GT Masters, GT World Challenge (ex-Blancpain Series) e a International GT Open;
  3. encerrar o campeonato;

A opção #1 seria uma tentativa de continuidade, numa categoria ainda com um diferencial para as concorrentes, mas com custos ainda mais altos que a GT3. Mas ela poderá não encontrar interessados.

A opção #2 só seria factível se conseguisse uma parceria forte com uma das categorias já existentes, além de conseguir o apoio financeiro também das fábricas e dos grandes players de patrocinadores do mercado esportivo.

Por enquanto a organizadora da categoria não aventou essa hipótese, pelo menos em público, querendo se manter como uma categoria forte e destacada do resto.

Carro do DTM de 2007

Nenhuma dessas duas primeira alternativas garante muita coisa para a temporada de 2021, podendo levar diretamente à última alternativa, ou em 2021 ou com maior certeza para 2022. Com isso jogando fora uma história que se iniciou em 1984.

Um pouco de história do DTM

O antigo DTM (Deutsche Tourenwagen Meisterschaft) foi disputado entre os anos de 1984 e 1996, encerrando suas atividades naquela época exatamente devido aos altos custos e a tentativa frustrada de internacionalização da categoria.

A atual DTM surgiu em 2000 com um carro da Opel baseado no que foi disputado nas 24 Horas de Nurburgring de 1999, com formato de campeonato semelhante ao do ano de 1995, ao contrário da temporada anterior, os carros da nova categoria seriam baseados em coupés de 2 portas, a Opel usou o Astra, a Mercedes-Benz usou o Classe CLK e a Audi o TT.

A Opel saiu da categoria em 2006, e durante os anos seguintes a categoria passou por modificações visando redução de custos, com a BMW voltando para o DTM em 2012.

Nova internacionalização da categoria ocorreu mais fortemente a partir de 2013, quando o calendário usou cinco países diferentes.

Em 2019 a categoria decidiu passar a utilizar as mesmas especificações da Super GT do Japão, o que acabou sendo abandonado, depois do anúncio da saída da BMW.

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1 menção

  1. […] julho passado publicamos artigo sobre o futuro do DTM. Dávamos três opções, e a categoria escolheu a segunda opção, mas parcialmente, sem se juntar […]

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