MotoGP: 2020 um ano muito louco

A MotoGP se mostrou completamente diferente do seu normal, à começar pela ameaça da pandemia que atrasou seu início em alguns meses, e o que a ausência de Marc Marquez trouxe ao equilíbrio.

A pandemia forçou à uma mudança radical no calendário original de 2020, concentrando toda a temporada na Europa, e disputando-se várias corridas em semanas seguidas numa mesma pista, como em Jerez, Spielberg, Misano, Aragón e Ricardo Tormo. E nas 14 corridas disputadas um total de 9 pilotos diferentes venceram, e 15 subiram ao pódio.

Essa condição de muita competitividade também é resultado de uma série de corridas onde pilotos caíram, motos e motores quebraram, fez com que algo inédito na categoria acontecesse: seu campeão, o espanhol Joan Mir, só venceu uma única corrida.

Franco Morbidelli venceu três corridas, e ficou com o vice-campeonato. Alex Rins venceu apenas uma corrida, mas ficou com o terceiro lugar do campeonato, à frente de Fábio Quartararo, que venceu três corridas, mas com muita inconsistência terminou apenas na oitava colocação.

Entre as equipes muitas mudanças com relação aos anos anteriores. A Honda começou péssima e terminou ruim. Foi seu pior ano na categoria rainha. Com uma moto que só Marc Marquez conseguia pilotar com velocidade, terminou a temporada como a última (se descontarmos a Aprilia, sempre a mais fraca, e que ninguém quer correr em 2021, mesmo entre os que estão sem contrato – como foi o caso de Dovizioso, Crutchlow, Bezzecchi y Di Giannantonio).

Já a Suzuki surpreendeu e seus dois pilotos foram o campeão e o terceiro no campeonato. Simples assim. Que fique bem claro: o campeonato de um piloto da Suzuki não acontecia há 20 anos, quando Kenny Roberts foi campeão pela fábrica japonesa.

A Yamaha quase seguiu o ocaso da Honda, permanecendo desorientada o ano inteiro. Seu melhor piloto foi Morbidelli, que nem pilota pela equipe de fábrica, mas sim pela Yamaha SRT.

Aliás as equipes satélite praticamente dominaram os resultados neste ano. A LCR Honda fez 149 pontos, enquanto a Honda Team fez 101. A Yamaha SRT fez 285 pontos, enquanto a Yamaha MotoGP 198, e isso porque contou com Valentino Rossi e Maverick Vinhales em seus quadros.

Na tabela de pontos vemos muita gente das quais não esperavam mais que muita luta se destacando, superando vários veteranos, incluindo o grande Il Dottore. Valentino fechou sua pior temporada – sem nenhuma vitória, e apenas um único pódio, com o terceiro lugar na segunda corrida de Jerez – na 15ª colocação, mais de 100 pontos atrás de Mir com Suzuki.

Agora é esperar que a pandemia seja vencida antes de começar a temporada de 2021, que Marquez consiga se recuperar e por alguma ordem na casa, para que tenhamos temporadas mais “normais” daqui para frente.

Sei que muitos adoraram ver a situação em que se desenrolou este campeonato, e convenhamos que ver pilotos diferentes vencendo traz uma boa sensação de renovação. Vamos ver no que vai dar a temporada de 2021.

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