Volta da F-1 em Spa passa dos 240 km/h

|Luiz Razia|

A Fórmula 1 entra em sua reta final na temporada 2011 visitando um dos circuitos mais tradicionais de todo o calendário. A pista de Spa-Francorchamps, na Bélgica, é a mais desejada entre os pilotos do grid.

Spa tem mantido a maior parte de suas características ao longos das temporadas e o traçado mais longo do ano, com 7.004 metros. Projetado em 1920, o desenho original tinha 13 km, unindo estradas públicas.

Elas ligavam as cidades de Spa, Malmedy e Stavelot. A primeira corrida de Grand Prix, campeonato que antecedeu a F-1, foi em 1924. Entre 1950 e 2010, Spa recebeu a F-1 em 43 ocasiões, ficando ausente apenas nos anos de 1972, 1974 e entre 1975 e 1982, quando sofreu uma grande reforma para ficar com o formato atual.

Na repaginação, as curvas principais foram mantidas, como as temidas Eau Rouge e Blanchimont, além de outras famosas, como as duas pernas da Pouhon, a Stavelot, e as travadas chicane Bus Stop e cotovelo La Source. No geral, é uma pista de alta velocidade, com a média horária de 241 km/h em uma volta lançada (uma das maiores do calendário) e diversos pontos nos quais o velocímetro ultrapassa os 310 km/h.

Na lista dos maiores vencedores estão os principais nomes da história: Michael Schumacher subiu seis vezes no alto do pódio, seguido por Ayrton Senna (cinco), Jim Clark e Kimi Raikkonen (quatro). Emerson Fittipaldi e Felipe Massa venceram uma vez. No quesito poles, Senna, Alain Prost e Juan Manuel Fangio estão empatados com quatro cada. Entre os pilotos do grid atual, Schumacher, Rubens Barrichello, Jarno Trulli, Lewis Hamilton e Mark Webber largaram uma vez cada da pole.

Confira uma análise completa de Spa-Francorchamps feita pelo brasileiro Luiz Razia, terceiro piloto do Team Lotus na F-1:

Aerodinâmica
“Spa é a segunda pista mais rapida do calendário e creio que as equipes irão levar o segundo pacote com menor eficiencia aerodinâmica, para aproveitar as longas retas. Para maximizar o total de tempo nelas, todas as equipes devem chegar com pequenos ajustes também nas partes mais delicadas do carro para melhorar a performance.”

Freios
“A influência dos tubos de refrigeração dos freios na aerodinâmica é fundamental. As equipes devem optar pelos menores para evitar o desequilíbrio, já que a pista em consumo de freios é uma das mais baixas.”

Motor
“Quanto mais novo o motor em Spa, melhor. A pista exige bastante, por causa das longas retas, o principal objetivo aqui é ter motores novos e acredito que várias equipes reservaram motores durante o mundial para essas próximas duas etapas, em Spa e Monza.”

Pneus
“Os compostos levados são mole e médio. A diferença entre os pneus vai ser um pouco grande, especialmente em uma pista longa como Spa, mas nao devemos esquecer que este circuito é muito inconstante no tempo, abrindo a oportunidade, também, de usar os pneus intermediarios e de chuva.”

DRS/KERS
“É de grande efeito o DRS em Spa. Como já comentei, as retas devem ser bastante cruciais para um bom tempo, mas não podemos esquecer que o segundo setor é muito importante par uma boa volta, coisa que os pilotos vao deixar para o Kers. Creio que piloto e equipes irão sugerir usar o Kers mais no segundo setor que nos outros.”

Estratégia
“É dificil comentar sobre estratégia, pois a instabilidade do tempo em Spa é bastante complicada, mas, pensando em um tempo seco, provavelmente as equipes vão deixar os pneus medios para ser usados apenas no final da corrida, fazendo a maior parte delas com pneus moles.”

Visite o site (www.luizrazia.com) e siga Luiz Razia no Twitter (www.twitter.com/luizrazia) para ficar por dentro de todas as informações e do dia-a-dia do piloto.

726.412FJPB12.1

Link permanente para este artigo: http://www.esportesmotor.com/?p=452

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com