A F-E e o infame Attack Mode

Em 2019 a Fórmula E instituiu uma nova regra, que se somaria ao “FanBoost”, para dar uma potência extra aos pilotos. Ela a chamou de “Attack Mode” e seriam 25 kW à mais, durante 4 minutos.

O problema é que ela é obrigatória, isto é, o piloto precisa armar seu carro, sair do traçado normal para ir numa zona de ativação – que sempre será numa curva e rente ao muro externo – e fazer o trajeto inteiro da zona de ativação entre seus estritos, e estreitos, limites. E além de tudo tem que ser feita duas vezes por corrida.

Muitos perderam a oportunidade de ganhar a potência extra e como é uma regra obrigatória – isto é, cada piloto tem que passar de forma correta por ela duas vezes a cada corrida – acabavam tendo que tentar uma terceira ou quarta oportunidade para conseguir levar as duas cargas extras” de energia.

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Ou seja, algo que seria para dar um prêmio, se tornou uma espada pendurada sobre as cabeças dos pilotos. Isso porque sair do traçado normal já significa uma perda de velocidade, aliado à necessidade estrita de ficar dentro dos limites, andando a poucos palmos de distância do muro, era no primeiro momento uma perda de tempo, e suficiente para ser ultrapassado por um carro que estivesse à menos de 2 ou 3 segundos de distância.

A situação se tornou um drama na segunda corrida da abertura da temporada 2021 da categoria neste último sábado, pois a direção de provas deu uma bandeira vermelha, e em seguida determinou o fim da corrida, quando faltavam pelo menos 2, talvez 3, voltas para o término oficial da prova.

O que aconteceu? três pilotos foram pegos sem a possibilidade de fazer sua segunda “carga de energia extra” – lembrando que eles não tinham culpa na decretação do fim antecipado da prova.

Mesmo assim cada um deles (Jean-Eric Vergne, Tom Blomqvist e Rene Rast) foi punido em 24 segundos, que foram somados aos seus tempos de prova. Vergne que tinha sido o terceiro, e subido ao pódio, caiu simplesmente para P12.

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Ora, para que dar um prêmio que tem punição se errar? Por que somar 24 segundos, se a perda de tempo real é muito inferior aos 24 segundos que foram acrescidos? E finalmente, porque dar uma punição que os punidos não puderam resolver, já que a Bandeira Vermelha foi mostrada pelo menos duas voltas antes das regulamentadas para essa prova?.

Em nossa opinião foi um absurdo. Os punidos não puderam se beneficiar da potência extra, mesmo assim foram punidos sem terem nenhuma culpa pelo encerramento antecipado da corrida.

E nós pensávamos que só a Stock Car é que inventava punições sem muito sentido. Ledo engano!

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