MotoGP: Ano começa mal; Pol, Bastianini e Marquez tem fraturas

A abertura da temporada começou mal. Pol Espargaró sofreu a queda no TL2, Enea Bastianini caiu na sprint race, e na corrida foi a vez de Marc Marquez quebrar a mão.

Pol, que correrá esta temporada pela KTM Tech3 GasGas, caiu perto do final do TL2 e sofreu uma fortíssima queda, tendo batido na barreira de pneus, o que todos os demais pilotos reclamaram, de forma veemente, que não poderia acontecer – pois é quase como bater o corpo contra um muro de concreto.

A sessão foi detida com bandeira vermelha, que durou mais de 30 minutos, enquanto o piloto recebia os primeiros socorros ainda na pista. Foi levado de helicóptero ao Hospital de Faro, onde foram constatadas duas fraturas, uma na mandíbula, e outra numa vértebra, uma forte contusão pulmonar, além de diversas outras lesões nas pernas.

Num primeiro momento até se temeu o pior, pois o sinal internacional não mostrava nenhuma imagem, mas foi um outro “acidente”, este tecnológico, separado, mas que aconteceu quase simultaneamente.

Vários pilotos, incluindo o irmão de Pol, Aleix, e o atual campeão, Francesco Bagnaia, se revoltaram, este então declarou já no ano passado que as pedras eram muito grandes para poder executar sua tarefa de diminuir a velocidade da moto e do piloto, e que nada foi feito pela organização lusitana.

Não se sabe quanto tempo levará para a recuperação de Pol, mas com as próximas duas etapas sendo disputadas num período de apenas 3 semanas, provavelmente Pol deverá retornar só em Jerez de la Frontera, no final de abril.

A Dorna tem que se mostrar mais dura com essas situações, mas nos últimos dois anos ela parece apenas querer “passar pano” nesses problemas. Até quando vai se omitir?

Já no caso de Bastianini, que teve fratura composta na escápula direita após sua moto ser atingida pela do piloto da VR46 Team, Luca Marini, ainda na segunda volta de uma bastante amalucada “sprint race“, a equipe Ducati Team acredita que seu piloto possa estar de volta às pistas já na próxima etapa, mas de qualquer modo já declarou que ele não poderá correr a corrida principal, que será disputada neste domingo.

O interessante é notar que, ao invés dos pilotos maneirarem na “sprint race”, até mesmo para evitar problemas sérios para a corrida que dá muito mais pontos, e para mais pilotos, o que se viu é que quem é mais novato, ou precisa se recuperar de uma temporada anterior fraca, partiu para cima, com muitas situações de risco aparecendo em suas poucas voltas.

Alguns pilotos, depois desse acidente mais sério, voltaram a reclamar dessa invenção da DORNA, dizendo que algo mais sério está para acontecer nessas corridas curtas.

Já a FIM nem vai punir Marini por condução perigosa, dizendo que foi um incidente de corrida.


E no domingo, logo na segunda volta do GP de Portugal, uma manobra frustrada de Marc Marquez, para ultrapassar a Jorge Martin, acabou num choque em T com a moto conduzida pelo português Miguel Oliveira.

Num primeiro momento se pensava que Oliveira pudesse ficar afastado das pistas, pela violência do choque, mas a coisa ficou ruim mesmo foi para Marquez, que acabou fraturando a mão direita, ao cair ao solo. No mínimo o espanhol ficará de fora do GP da Argentina, mas isso poderá levar ainda mais algum tempo, já que a terceira etapa já é no dia 15 e 16 de abril, a etapa de Austin.

O que temos, de verdade, é que nem o primeiro GP da temporada acabou de ser disputado e já são três os pilotos afastados.

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